A Síndrome de Burnout é um dos principais problemas que levaram milhares de pessoas a consultórios médicos nos últimos anos, evidenciado com as mudanças no ritmo de trabalho ocasionadas pela pandemia e avanço tecnológico.
O que é a Síndrome de Burnout?
Antes de mais nada, a Síndrome de Burnout, ou Esgotamento Profissional, é um distúrbio decorrente da ação profissional, bastante comum em algumas áreas, como Direito, Medicina, Policial e mais.
Podendo surgir em qualquer ação profissional, a síndrome é marcada pela exaustão extrema do indivíduo, resultando em esgotamento, estresse e outros sintomas.
Vale destacar que a síndrome pode surgir decorrente da competitividade ou pela demanda de responsabilidades. Mas não existe exatamente uma regra.
No geral, os profissionais de saúde destacam que a condição é marcada pelo excesso de trabalho e que pode ser agravada por fatores emocionais e sociais.
Por exemplo, com a pandemia do Covid-19, muitas empresas fecharam as portas e outras migraram para o home office.
Como resultado, muitos passaram a trabalhar longos períodos, tinham medo de perder a vaga ou precisaram aderir a novas funções.
Sendo um distúrbio mental, é comum que as situações diárias do trabalho contribuem para que tudo se torne desgastante.
Pilares da Síndrome
Os estudos sobre a síndrome apontam três pilares principais para o diagnóstico e tratamento:
- Exaustão emocional;
- Despersonalização;
- Redução da realização profissional.
Entretanto, a realidade é que esses pilares podem ser traduzidos em diversos sintomas físicos e emocionais, como:
- Isolamento social;
- Alterações de humor;
- Picos de raiva e/ou agressividade;
- Estresse;
- Ansiedade, principalmente quando o horário de trabalhar se aproxima;
- Problemas para se concentrar;
- Problemas na memória e foco;
- Dores de cabeça ou crises de enxaqueca;
- Redução da atenção;
- Mudanças no apetite, bem como no peso;
- Insônia e outros problemas do sono;
- Cansaço contínuo;
- Sensação de desesperança ou derrota;
- Sentimento de fracasso;
- Negatividade contínua, etc.
Cabe destacar que os sintomas para diagnóstico devem durar pelo menos 15 dias, mas você pode passar meses sentindo-se esgotado.
Além disso, os sintomas podem variar de acordo com cada caso, sejam físicos ou não.
Alguns pacientes relatam a sensação contínua de dores musculares, resultado da tensão e estresse, o que eleva os picos de ansiedade e a ingestão de medicamentos.
Mas também existem casos em que a síndrome migra para sintomas físicos, causando quadros de alergia, desmaios e outros problemas.
Como evitar?
A prevenção da Síndrome de Burnout se dá através de uma organização profunda, tanto na vida e trabalho quanto no setor emocional.
Ou seja, é preciso evitar situações extremamente desgastantes e focar em meios de reduzir o estresse e ansiedade associados ao trabalho.
Da mesma forma, é preciso organizar melhor a rotina/atividades, ter uma rotina saudável fora do trabalho, realizar atividades que melhorem o funcionamento orgânico e mental, etc.
Isso tudo inclui a realização de atividades físicas, alimentação de qualidade, sono, atividades em grupo, com pessoas que gosta e mais.
Já o tratamento da síndrome é feito com foco em psicoterapia, para entender as causas e definir esquemas de suporte para as crises. Em alguns casos, pode ser necessário o apoio de medicamentos e suporte clínico, variando a partir dos sintomas.
Então, se você apresenta quaisquer sintomas, procure ajuda o quanto antes e alcance a qualidade de vida que você merece.